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Este treinamento gratuito semanal, conduzido por Veri Fragoso, abordou a importância de uma precificação correta para confeiteiras que desejam desenvolver seus negócios de forma sustentável. A aula focou especialmente no segmento de encomendas, trazendo conceitos financeiros fundamentais, reflexões sobre posicionamento de mercado e a apresentação de uma ferramenta de gestão desenvolvida por Veri Fragoso.
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O treinamento foi aberto com uma reflexão sobre o discurso recorrente nas redes sociais de que confeiteiras devem "cobrar alto" para serem valorizadas. Veri Fragoso utilizou o exemplo de um advogado que recusou uma negociação por princípio e perdeu o cliente, ilustrando que valorizar o trabalho não significa recusar qualquer negociação, mas sim entender os limites da margem disponível.
Veri compartilhou sua trajetória pessoal: após quase vinte anos na confeitaria, chegou a acumular R$ 450.000,00 em dívidas em um negócio que faturava R$ 1.000.000,00 por ano. A virada aconteceu quando ela parou de comprimir margens e, ao contrário, aumentou seus preços entre 20% e 30%, o que resultou no retorno das vendas. Esse episódio ilustrou que preços muito baixos geram desconfiança no consumidor.
A analogia das classes de avião foi utilizada para explicar que sempre existe um público disposto a pagar mais por exclusividade, mas que esse posicionamento precisa ser construído gradualmente, com comunicação e entrega coerentes. O caso de uma mentorada que vendia doces finos com chocolate Callebaut a R$ 12,00 a unidade, mas não fechava contratos, exemplificou como um produto premium mal posicionado no mercado não converte. Após ajustar o cardápio com produtos mais acessíveis e clássicos, a aluna fechou R$ 15.000,00 em eventos em menos de trinta dias.
A metáfora dos "Três Porquinhos misturados com Cinderela" foi usada para explicar que o preço conta uma história: se o Instagram está desorganizado, com fotos de baixa qualidade e sem frequência de postagem, nenhum preço alto será aceito pelo cliente. Da mesma forma, um preço muito baixo associado a uma comunicação bem-feita gera desconfiança.
Pergunta: Por que uma confeiteira que fatura R$ 7.000,00 a R$ 10.000,00 por mês trabalhando do amanhecer até a meia-noite ganha menos do que outra que fatura R$ 20.000,00 sozinha?
Resposta (Veri Fragoso): A diferença está na especialização e no posicionamento. A confeiteira que fatura mais vende produtos com margem adequada para um público bem definido, enquanto a que fatura menos trabalha com preços sem lucro real, sem posicionamento claro e sem perspectiva de crescimento.
Veri Fragoso apresentou os quatro centros de custo de uma confeitaria: CMV, mão de obra, gastos gerais (luz, água, telefone, internet) e lucro. Explicou que, diferentemente do que ensinam planilhas industriais com Markup, na confeitaria artesanal o preço deve ser calculado com base exclusivamente no CMV.
Como calcular o CMV mensal:
Exemplo prático apresentado: